Graciela Iturbide, una fotógrafa mexicana fantástica, que conheci através de uma amiga colombiana que se recordou dela a propósito de um compositor mexicano, dois argentinos e um vasco que se juntaram num festivel de sons, de projectos sonoros, lá para baixo, no sótao intimista janelas abertas para o mediterrâneo.
21 de Dezembro de 2010
19 de Dezembro de 2010
40 e muitos mais...
... anos possa eu passar a ver-te rir e dançar e espalhar a tua imensa alegria de viver e a amizade que distribuis e a sensatez que transborda dos teus gestos e das tuas palavras...
Muitos parabéns, querida amiga do meu coração!
18 de Dezembro de 2010
vai lá
ao facebook que te deixámos lá os parabéns, que isto por aqui anda meio esquisito. E que faças muito mel à luz da lua durante todo o ano que começaste hoje a estrear (e por muitos e muitos mais, claro!)
16 de Dezembro de 2010
não fiquei bem na fotografia?
(foto de paul schutzer)
roupa fora, para que preciso dela?, merda para os aquecedores e luvas e cachecóis, ai que dia de inverno tão lindo. Eu quero que o inverno vá para a puta que o pariu
areia calor areia a escaldar sol é o que eu quero
14 de Dezembro de 2010
Desculpa
Ter-me levantado e saido a correr da tua cama, da tua casa, para nunca mais te ver.
Ter-me apaixonado por ti.
8 de Dezembro de 2010
7 de Dezembro de 2010
Imaginem-se
a desenhar ou a escolher uma casa para vocês, o vosso par e onze filhas, neste sitio.
nao sei vocês , mas eu faria tudo ao contrário, poria a cozinha e a sala grande cá em baixo, com mais um quarto de hóspedes/sestas/sala de leitura, os quartos das miudas no andar do meio, com sala de jogos e um quarto extra, e em cima o quarto do casal e estudio/escritório/sala de estar lá em cima, con lareira e mini kitchenet, tudo o mais possível insonorizado.
e se observarem bem as imagens descobrem facilmente um litle detail que seria impossível aceitar para uma casa com crianças. oferece-se um conselho do tarot das fadas a quem primeiro o escrever aqui em baixo.
nao sei vocês , mas eu faria tudo ao contrário, poria a cozinha e a sala grande cá em baixo, com mais um quarto de hóspedes/sestas/sala de leitura, os quartos das miudas no andar do meio, com sala de jogos e um quarto extra, e em cima o quarto do casal e estudio/escritório/sala de estar lá em cima, con lareira e mini kitchenet, tudo o mais possível insonorizado.
e se observarem bem as imagens descobrem facilmente um litle detail que seria impossível aceitar para uma casa com crianças. oferece-se um conselho do tarot das fadas a quem primeiro o escrever aqui em baixo.
6 de Dezembro de 2010
Era uma casa
muito engraçada, é o título desta reportagem curiosa sobre casas especiais por esse mundo fora.
escrever torto por linhas tortas
Abri o publico.pt on line. Na portada, ao centro direita mais para baixo li: Hugo Chávez culpa o capitalismo pelas cheias que assolam a Venezuela
Enfim, as cheias podem ser lidas de muitas maneiras. Certamente as 70 mil pessoas da Venuzuela e as 11 mil da Albânia e as outras muitas mil na Colombia, no Paquistao e em tantas partes do mundo também terao a sua leitura, só nao têm quem as escreva.
Desenvolvia um bocadinho a noticia dizendo que o presidente dizia que a culpa das cheias que já tinham morto 32 pessoas era do capitalismo. Pensei, fodass este gajo passa-se, também nao é preciso abusar. Entrei na noticia e li que havia 70 mil pessoas sem casa e que o Chavez avisa para:
Ainda que nao simpatize particularmente com o Chávez, nao posso deixar de concordar, nao se inventou um protocolo de Kyoto porque sim, é uma tragedia anunciada. Estes modelos de trabalho e de consumo que gera o sistema económico predominante nao sao sustentáveis em nenhum sentido e nem os humanos nem o planeta têm capacidade para aguentar esta estranha forma de vida. e da qual nenhum habitante do planeta está imune; os fenómemos naturais vao acentuar-se se nao somos capazes de dar a volta em tempo e apostar por outras formas de producçao e de consumo.
Na mesma portada, mais abaixo, outro titular informava sobre cheias na Albânia. Ao ler a noticia fiquei a saber que havia 11 mil pessoas sem casa na Albânia e que o governos albanês para fazer frente à situaçao, mobilizou a Nato, a Grécia e a Turquia. Nao se sabe a sua opiniao sobre a causa política das cheias. No caso da Venezuela a noticia contava que o plano de contigência do Chavez foi albergar 25 familias no seu palácio, fiquei sem saber o que passou com as outras 60 e tal mil.
Enfim, as cheias podem ser lidas de muitas maneiras. Certamente as 70 mil pessoas da Venuzuela e as 11 mil da Albânia e as outras muitas mil na Colombia, no Paquistao e em tantas partes do mundo também terao a sua leitura, só nao têm quem as escreva.
4 de Dezembro de 2010
3 de Dezembro de 2010
sempre se pode ter 20 anos
Lembram-se do rapaz do cavaquinho? Pois nao foi nem café, nem cerveja ao fim da tarde, nem convite para ir a um concerto (estive quase, mas fiquei tao vermelha e com tantos calores que nao consegui articular as palavras). Mas encontrei uma soluçao para poder conhecer melhor ao homem dos olhos brilhantes, perguntei-lhe se conhecia alguém para fazer umas coisas de bricolage, e nao pensem, isto nao é nenhuma metáfora, tinha mesmo prateleiras e um espelho enorme que necessitava pendurar - que delícia, poder por fim ter um espelho onde nos possamos ver por inteiro-.
E o rapaz do cavaquilho ofereceu-se para o posto. E foi muito simpático estar com ele. Dei-lhe apoio moral enquanto ele ia fazendo as coisas, rimo-nos com o buraco da broca na parede fina que separa a minha casa da da vizinha, fiz-lhe um almoço terrivel – saíu-me super espapaçado o arroz- e conversamos de várias coisas. Tem metade da minha idade, e aquele entusiasmo que também me lembro de ter daquela forma, talvez um pouco ingénua, gostei de ouvir a alegria e confiança no futuro e nas suas possibilidades de sair-se bem no mundo. Quer ir para fora, fazer trabalho humanitário ou de cooperaçao, quer tirar fotografias, fazer surf e estar perto do mar. Nao sonha com ganhar muito dinheiro, mas sim com fazer coisas que goste e que lhe dêm prazer. Gosta de ser útil e é super boa onda com as pessoas.
Continuamos a ver-nos de vez em quando no club de video e com o avançar da coisa, começo o olhá-lo já sem tantos olhos de hormona e com mais olhos de possível amiguinho, (ainda que às vezes penso que se a coisa se dá também nao diria que nao, tem uma presença que inspira (sou uma diplomática), e nesta altura da vida nao tenho que dar contas a ninguém com a monogamia implicita das relaçoes, à qual até agora nao consigo fugir, e posso foder e namorar e o que mais me der na gana com quem me apetecer e que lhe apeteça também, claro está).
Foi bom conhecer melhor o rapaz do cavaquinho, há encontros bonitos que merece a pena deixar que aconteçam, alimentam a alma e recordam coisas boas, como que é possível sonhar com o que nos apetece e manter os sonhos ainda que se tenham de ir adaptando à vida que vai sendo o que vai sendo.
2 de Dezembro de 2010
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