Jack: From where do you know him?
Marion: We have known ourselves for a long time and had something together once. I believe that I blew one for him. Nothing further.
Jack: Somebody one blows is nothing further?
Marion: Nothing further compared with that, what happens in the world otherwise. George Bush, the war in the Iraq, the bird-flu... A Blowjob. is on the other hand.. If one considers...
Jack: Beautiful transition.
Marion: A rather unimportant event, do you not find?
Jack: No, actually not. After all, chance has a Blowjob America on a healthy democracy destroyed!
Two days in Paris
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12 janeiro 2009
Outro clássico
um tuga pra uma camone
- i lave iu
e ela: do you mean it? (minete, percebeu ele)
e ele: if you broche it
- i lave iu
e ela: do you mean it? (minete, percebeu ele)
e ele: if you broche it
O broche é um broche
Cortando o clima que para aqui vai, tenho de dizer esta enormidade: um broche é uma peça de joalharia. Pregadeira, alfinete de peito (imagem que, aliás, sempre me arrepiou, esta de ter um alfinete espetado no peito!) ou outras variações em si bemol são apenas tentativas de um falso pudor para evitar a palavra que hoje é mais usada para designar o felácio. Quando alguém diz: “que alfinete tão giro!”, há sempre um certo inuendo, um meio segundo de silêncio transpirado antes do “gostas? é giro, não é?”.
Ainda hoje estou para descobrir porque raio foi feita esta associação de significados. Qual é a relação entre as duas coisas? Nenhuma. Recuso-me a ser refém do “all´s sex” e a não dizer broche. Digo “broche” como quem diz “água”. Entro numa ourivesaria e pergunto "Quanto custa aquele broche de águas marinhas e cristais de rocha que está na montra?”. Estou a tomar chá com respeitáveis octogenárias - com os cabelos brancos, já ralos, levemente colorados de um certo tom de roxo que já nem se deve fabricar - e perguntou “Tia, esse broche era da Avó X?”. Ela responde, com a naturalidade longe do atrevimento dos tempos, “não querida, este fui eu que comprei”. Estou a arranjar-me e as minhas filhas perguntam-me “Mãe, hoje vais pôr este broche?” ou pergunto “Mãe, posso levar este broche?”. Passo tardes de sol com a minha Avó a saquear o cofre e a experimentar colares, anéis e broches, então ainda postos em cima do bibe do colégio e hoje depositados num estojo que envelheceu e se desconjunta na minha gaveta.
Um broche tem sempre uma história. Ao contrário do sexo. Ao pé do coração só se põe o que se gosta muito.
Ainda hoje estou para descobrir porque raio foi feita esta associação de significados. Qual é a relação entre as duas coisas? Nenhuma. Recuso-me a ser refém do “all´s sex” e a não dizer broche. Digo “broche” como quem diz “água”. Entro numa ourivesaria e pergunto "Quanto custa aquele broche de águas marinhas e cristais de rocha que está na montra?”. Estou a tomar chá com respeitáveis octogenárias - com os cabelos brancos, já ralos, levemente colorados de um certo tom de roxo que já nem se deve fabricar - e perguntou “Tia, esse broche era da Avó X?”. Ela responde, com a naturalidade longe do atrevimento dos tempos, “não querida, este fui eu que comprei”. Estou a arranjar-me e as minhas filhas perguntam-me “Mãe, hoje vais pôr este broche?” ou pergunto “Mãe, posso levar este broche?”. Passo tardes de sol com a minha Avó a saquear o cofre e a experimentar colares, anéis e broches, então ainda postos em cima do bibe do colégio e hoje depositados num estojo que envelheceu e se desconjunta na minha gaveta.
Um broche tem sempre uma história. Ao contrário do sexo. Ao pé do coração só se põe o que se gosta muito.
The Brooch experience
- Laidis and géntlemene, senhoras e senhores, bem vindos ao fabuloso, maravilhoso, novíssimo hotel The Brooch Experience! Aqui estamos nesta noite de estreia absoluta desta cadeia mundial de hoteis designados exclusivamente para vosso belo prazer, onde todas as vossas necessidades, fantasias ou meras curiosidades serão satisfeitas a qualquer hora, a todos os minutos, num piscar de olhos! Aqui ao meu lado, esta estonteante beleza cortará a fita que vos levará à nossa tour de ante-estreia programada para esta maravilhosa multidão presente na minha frente e composta por um núcleo de prestigiados jornalistas da imprensa e televisão para onde estamos a transmitir em directo e gente VIP no geral. Aqui deste pódio onde me encontro, posso desde já agradecer a presença da excelentíssima Paula Bobone, que vejo ali de cabeça no ar e caneta na mão, prontinha para tirar as suas notas de desagrado. Antes de partirmos para esta aventura, aqui fico então ao vosso dispor para responder desde já a algumas perguntas. Quem é o primeiro?
- Senhor Brooch, uma das novidades de que se fala, é a deste hotel não ter propriamente quartos temáticos à escolha mas sim ambientes e categorias onde o cliente se pode enquadrar. Quer explicar?
- Pois com certeza, essa será uma das grandes novidades do The Brooch Experience! De facto, o cliente ao chegar aqui define-se imediatamente dentro de uma das categorias disponíveis. A saber, o casal de namorados, os casados à procura de uma noite romântica, os amantes, o caso de uma noite, o que procura satisfazer um fétiche, etc..., depois deste passo, os nossos clientes são de imediato levados para zonas simuladoras de aventura, que podem ser, um elevador, uma cabine telefónica, um cadillac, enfim, são dezenas as hipóteses, devo dizer-lhe que temos uma zona que até simula um cemitério, para aqueles mais dados aos mistérios da vida e da morte. Mais perguntas?
- Sim, senhor Brooch, também se tem andado por aí a falar que existirão zonas de baile, por assim dizer, onde se podem fazer trocas de casais ou mesmo encontrar à disposição mulheres ou homens, conforme o gosto, prontos a satisfazer a clientela com favores...
- Bem, bem, bem, o que por aí vai na boca do povo! De facto, um cliente pode chegar aqui sozinho e desejar uma bela noite de prazer. Há que ter todas as opcções pensadas e em aberto quando se trata de um sítio que pretendemos ser o mais inovador possível.
- Isso é uma maneira muito delicada de tapar o sol com a peneira, no fundo o senhor está a descrever um bordel.
- Mas que obscenidade, senhor jornalista! Eu garanto-lhe que isto nao é nenhum bordel, ou eu não me chame Brooch!
- Senhor Brooch, uma das novidades de que se fala, é a deste hotel não ter propriamente quartos temáticos à escolha mas sim ambientes e categorias onde o cliente se pode enquadrar. Quer explicar?
- Pois com certeza, essa será uma das grandes novidades do The Brooch Experience! De facto, o cliente ao chegar aqui define-se imediatamente dentro de uma das categorias disponíveis. A saber, o casal de namorados, os casados à procura de uma noite romântica, os amantes, o caso de uma noite, o que procura satisfazer um fétiche, etc..., depois deste passo, os nossos clientes são de imediato levados para zonas simuladoras de aventura, que podem ser, um elevador, uma cabine telefónica, um cadillac, enfim, são dezenas as hipóteses, devo dizer-lhe que temos uma zona que até simula um cemitério, para aqueles mais dados aos mistérios da vida e da morte. Mais perguntas?
- Sim, senhor Brooch, também se tem andado por aí a falar que existirão zonas de baile, por assim dizer, onde se podem fazer trocas de casais ou mesmo encontrar à disposição mulheres ou homens, conforme o gosto, prontos a satisfazer a clientela com favores...
- Bem, bem, bem, o que por aí vai na boca do povo! De facto, um cliente pode chegar aqui sozinho e desejar uma bela noite de prazer. Há que ter todas as opcções pensadas e em aberto quando se trata de um sítio que pretendemos ser o mais inovador possível.
- Isso é uma maneira muito delicada de tapar o sol com a peneira, no fundo o senhor está a descrever um bordel.
- Mas que obscenidade, senhor jornalista! Eu garanto-lhe que isto nao é nenhum bordel, ou eu não me chame Brooch!
Já a minha avó me dizia
imagem daquiO broche é uma arte ao alcance de todxs nós, e como tal, vai-se aperfeiçoando. O meu primeiro amor chamava-me a rainha do bobó. É preciso dizer que eu era a sua primeira namorada a sério, ou seja com sexo, e que isso era na altura em que eu tinha os dentes todos e a coisa corria bem, era rara a mordidela ou o roçar entre dois dentes com um buraco no meio. Com os anos a mais e os dentes a menos, passei a ter de aperfeiçoar a arte para dissimular e atenuar estas pequenas e às vezes afiladas contingências, que são, enfim, menos agradáveis nos jogos do amor e do prazer. Aprendi pequenos truques como o copo de água ou de chá de hortelã ao lado ou de quando em quando um halls mentoliptus negro. E com o homem que amo e com quem partilho o corpo e a vida, descobri a importância dos testículos, apêndice ao que durante alguns anos não tinha dado a suficiente atenção. Os testículos, minhas amigas e amigos leitores que se também se dedicam a esta arte (sim, há mais mundo para além dxs retretistas, há umx brochista em cada umx de nós), os testículos, monostículos ou trestículos, são um elemento fundamental na arte do broche. Passar-lhes com a língua suavezinho, várias vezes, cobri-los todos, lambê-los, pô-los na boca, primeiro pouco a pouco depois todos, ao mesmo tempo que se vai acariciando e lambendo também o pénis suave, demoradamente, na horizontal e na vertical, preparar-se para descobrir novas profundezas na garganta e novos prazeres na boca, é de si todo um prazer, que duplica, retriplica ou quintuplica se o visado se delicia e vai aos céus, às estrelas ou ao espaço siderau. A boca é talvez das zona mais erógenas que temos, com ela beijamos, lambemos, chupamos, saboreamos o nosso amor, nos excitamos e sentimos prazer sexual, carnal e até espiritual. Já dizia a minha avó, a tal que era sábia, mamada a mamada, enche a boca o papo.
Redacção
O broche. O broche dá-nos o leite, que em geral não bebo mas que em caso de maior intensidade da fome mundial sabemos que nos dá calorias e que nos pode salvar da inanição, que é antidepressivo, ansiolítico, energético, estimulante do sistema imunológico, além de levar à longevidade. Se calhar, tenho de mudar os meus hábitos alimentares.
Quem vê caras
Estávamos já a meio da noite na discoteca da praia, onde se cruzam três gerações de veraneantes aficcionados à pequena aldeia que continua a resistir ainda e sempre aos invasores (o mau tempo constante e as ondas de 3 metros de altura costumam chegar para afastar os que procuram paz e descanso no mês de Agosto).
Uns amigos dos meus tios vêm contar-me da sua epifania da noite, fermentada em whiskey malte 12 anos. A tua irmã tem uma beleza moderna, vê-se que é uma miúda do seu tempo; mas tu, tu tens uma beleza distinta, intemporal, poder-se-ia imaginar-te em qualquer século com qualquer roupa e estarias sempre bem.
Está a dizer que tenho cara de camafeu?
Fica aflito, não, não é nada disso, estou a dizer que és bonita.
Sim, eu percebi, mas um camafeu daqueles de pôr ao peito, tipo broche, acha que tenho cara de broche?
(silêncio consternado e estupefacção total)
Também não é isso que estou querer dizer, estou a falar daquelas pregadeiras com caras antigas... olhe, quer um golinho do meu gin tónico?
A vida por um broche
Ainda há meia dúzia de dias, durante mais uma silenciosa ceia entrecortada pelo ruído da mastigação, ele lhe tinha perguntado "Nunca mais usaste a pregadeira que te ofereci há anos, aquela cheia de brilhantes azuis. Lembras-te?"
Se se lembra! Ofereceu-lha no exacto momento em que Juliana tinha já tomado a resolução de fazer malas e paritr. Chegou a casa e, sem mais, passou-lhe uma mão por detrás do pescoço, a outra agarrando-lhe firme a cintura. Deu-lhe um beijo, e outro, sussurrou-lhe juras de amor e palavras doces. E ela... presa por um broche pejado de pedrinhas azuis e de brilhantes translúcidos.
Há muito que repousa, o broche, na gaveta da mesa de cabeceira, há tantos anos quantos os que desacreditou na possibilidade de ser verdadeiramente feliz. De então para cá vieram os filhos, em número par, as obrigações, os encargos com os créditos, os gritos "motivados pelo stress e pelo cansaço" ou por qualquer palavra fora de sítio dita por ela ou pelos miúdos, as conversas reiteradas em que o epicentro era sempre um eu que não o dela, o corpo colado no sofá, o jantar servido uns dias a horas outros a deshoras mas sempre de acordo com as horas que eram as dele. O sexo sem prazer e o prazer de ver sofrer. As festas pouco festivas porque ele era pouco festivaleiro...
"Lembras-te? Por que não o usas? Vai-te bem com os olhos e quase nunca o pões." Não calha, respondeu ela, habituada que estava a meias palavras, frases curtas.
De então para cá apenas lhe calharam as prendas que ela própria escolhia por ocasião do Natal ou do aniversário. Nunca mais foi surpreendida, nem nunca mais esperou sê-lo.
E agora ali estava ele, caído, corpito mirrado, depois de mais uma das cenas de gritaria a que a havia habituado.
Foi o coração, assegurava o clínico, Não aguentou.
Foi então buscá-lo à gaveta onde o havia enterrado. Juliana olhou-se ao espelho. As rugas já não enganavam o tempo. Também já não queria enganar ninguém. Naquele dia os brilhantes iam, de certeza, com os seus olhos e com o azul petróleo do seu casaco. E Juliana saía para a rua disposta a apanhar o primeiro transporte que a levasse para longe dali.
Se se lembra! Ofereceu-lha no exacto momento em que Juliana tinha já tomado a resolução de fazer malas e paritr. Chegou a casa e, sem mais, passou-lhe uma mão por detrás do pescoço, a outra agarrando-lhe firme a cintura. Deu-lhe um beijo, e outro, sussurrou-lhe juras de amor e palavras doces. E ela... presa por um broche pejado de pedrinhas azuis e de brilhantes translúcidos.
Há muito que repousa, o broche, na gaveta da mesa de cabeceira, há tantos anos quantos os que desacreditou na possibilidade de ser verdadeiramente feliz. De então para cá vieram os filhos, em número par, as obrigações, os encargos com os créditos, os gritos "motivados pelo stress e pelo cansaço" ou por qualquer palavra fora de sítio dita por ela ou pelos miúdos, as conversas reiteradas em que o epicentro era sempre um eu que não o dela, o corpo colado no sofá, o jantar servido uns dias a horas outros a deshoras mas sempre de acordo com as horas que eram as dele. O sexo sem prazer e o prazer de ver sofrer. As festas pouco festivas porque ele era pouco festivaleiro...
"Lembras-te? Por que não o usas? Vai-te bem com os olhos e quase nunca o pões." Não calha, respondeu ela, habituada que estava a meias palavras, frases curtas.
De então para cá apenas lhe calharam as prendas que ela própria escolhia por ocasião do Natal ou do aniversário. Nunca mais foi surpreendida, nem nunca mais esperou sê-lo.
E agora ali estava ele, caído, corpito mirrado, depois de mais uma das cenas de gritaria a que a havia habituado.
Foi o coração, assegurava o clínico, Não aguentou.
Foi então buscá-lo à gaveta onde o havia enterrado. Juliana olhou-se ao espelho. As rugas já não enganavam o tempo. Também já não queria enganar ninguém. Naquele dia os brilhantes iam, de certeza, com os seus olhos e com o azul petróleo do seu casaco. E Juliana saía para a rua disposta a apanhar o primeiro transporte que a levasse para longe dali.
05 janeiro 2009
Desafio fio fio

Desafio as minhas queridas múltiplas a escreverem uma ou várias postas a partir desta imagem. Tal como da outra vez, o conteúdo fica à imaginação de cada uma.
As postas serão publicadas todas no mesmo dia, a próxima segunda-feira, dia 12 de Janeiro.
Nos labels deverão escrever "brooch brosche collana".
Vamos nessa?
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