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23 maio 2009

Bifidus activo


Preciso de comprar iogurtes! Escolho cuidadosamente os meus. Há-os de todos os sabores possíveis e imaginados, sozinhos ou misturados, líquidos, grossos, macios, ásperos, em boião de vidro ou plástico, de quinhentas mil formas e desenhos. Em qualquer hipermercado encontro corredores imensos, gigantescos, com uma iogurdiversidade explosiva e luxuriante, digna de qualquer anal, memorial ou compêndio. Tanta abundância, tanta ostentação, tanto possível desperdício, tanta liberdade que me oferecem para escolher os meus iogurtes, e tão pouca aquela que tenho para poder determinar e apreciar o tempo em que não estou sujeita ao lastre da empresa onde passo tanto do meu tempo, e que me evidencia constantemente o quão dispensável e inseguro é o meu trabalho e me faz agradecer a sorte que tenho por trabalhar cada vez mais horas por dia e poder descansar 2 generosos minutos para degustar o liquido branco redentor com todos os produtos alquimicos necessários terminados em azzze, em zzuum, ttuum, iiidiis e iiddus que me protegem dos vírus, bactérias, doenças e cancros e garantem eficazmente a minha saúde, bebe saúde, bebe alegria, bebe liberdade. Companhia de vida de duração limitada, muito boa tarde, fala a precária nº 425 bem vestida e aparentada, em que posso ajudar?

07 maio 2009

I hate to be right...

Hoje, depois de ler este post da rititi e os comentários, reparei que me tinha fixado particularmente neste excerto: "Trabalhar duas horas menos em nome de um filho que só é pequenino uma vez é sinónimo de desleixo profissional, pessoal e moral e isto, amigos, não o dizem só as entidades patronais, não, são as mulheres as que recriminam esta decisão pessoal como uma traição à causa da mulher perfeita, ao biquini, ao descobrimento da pílula, ao direito ao voto e ao aborto, ao Sex and the City e aos milhares de anos de luta de sexos. Claro." Sim, claro que é claro. E lembrei-me da cabra, agora revisitada em tantas chefas!
A conclusão é inevitável: "Passámos de exigir direitos de igualdade, paridade e o caneco à obrigação social de renunciar a eles. E isto, desculpem-me a franqueza, é a maior filha da putice que nos podia ter caído em cima."
Ora eu.. eu... pois, eu nunca quis, quanto mais exigir, "igualdade", "paridade" e o caneco!...