18 outubro 2006
TOQUE-ME
17 outubro 2006
One more for the road
Breves do Mundo Animal

As Avestruzes, originárias de África, são animais gregários e no grupo distingue-se um macho e uma fêmea dominante que cuidam os ovos das várias fêmeas. A nidificação, que dura entre 35 e 45 dias, é feita de maneira repartida; a fêmea, que tem a penugem castanha choca os ovos durante o dia e o macho, de penugem preta, durante a noite, pois assim ambos se camuflam protegendo melhor a descendência. Quando nascem os filhotes (entre 15 a 60 por grupo), são cuidados por ambos, sendo o macho particularmente agressivo com quem se arriscar a penetrar no seu território (quando virem uma avestruz com as patas com uma risca vermelho vivo, o melhor é sair de perto bem depressa, pois esta ave com duas garras tem como arma principal o pontapé e força para matar uma pessoa).
As Emas vêm da Austrália, são animais em geral solitários, e aqui é o macho que choca os 5 a 25 ovos das várias fêmeas que copulou (linda palavra). Durante os cerca de 55 dias da gestação não come, não bebe, não urina, não defeca, não nada, e quando nascem os filhos é ele quem os acompanha. O mesmo se passa com o Nandu, originário da América do Sul. Os machos que em geral vivem solitários, quando chega a época da reprodução cortejam várias fêmeas e sozinhos cuidam os 10 a 60 ovos postos por elas, constróem o ninho, incubam os ovos e acompanham os pequenotes nos seus primeiros passos.
Como diziam os grandes Irmãos Catitas, “a natureza é uma beleza e as criaturas são todas puras”.
16 outubro 2006
Verdade ou consequência
Janela para o Iraque
Foto Thorne Anderson
Foto Kael Alford
Foto Ghaith Abdul-Ahad
Foto Rita Leistner
Unembedded: Four Independent Photojournalists on the War on Iraq é o título de um projecto que juntou quatro fotográfos e dois cineastas num trabalho feito muito para além das linhas de segurança no Iraque.
We crossed the lines because we believe it is more important to humanize a conflict than it is to trade in rhetorical truths, or to reinforce easy notions of enemy and friend, which are mere propaganda. Instead, we wanted to document honestly what we witnessed in the war because this is the sole duty of journalists, regardless of their nationality and religion. We were able to do this precisely because we did not carry weapons or claim allegiance to one of the warring parties.
Unembedded está disponível em livro e sob a forma de exposição. Será que algum dia chegará a Portugal?
15 outubro 2006
13 outubro 2006
Cavalo de Tróia
Vi-o da ameia mais alta. Achei que era demasiado bonito, e por isso tentei ignorar - quem é que o havia de ter deixado ali mesmo à mão de semear? Uma escultura assim tão especial havia de ter dono, não podia ser para mim. 12 outubro 2006
Da nossa janela
Já somos velhinhos mas ainda me lembro quando me dizias adeus da tua antiga janela e me fazias pensar..mas não tive que pensar muito e agora que já estamos casados há 60 anos ainda gosto muito quando me ficas a dizer adeus da nossa janela.
Ele esquecera-se de assinar por isso ela escreveu no cabeçalho da carta : Diz o rapaz dos olhos grandes e meigos...
E a guerra aqui tão perto
11 outubro 2006
O homem do sandman
Mal passávamos a ponte 25 de Abril eu e a minha irmã dizíamos a primeira de muitas repetições "falta muito?". Os meus pais lá nos iam pondo a cantar, a fazer o concurso das matrículas, a jogar ao sisudo uma com a outra. Mas sabíamos que quando vissemos o homem do sandman no alto da serra era porque estávamos mesmo a chegar, seguido do painel de azulejos da schweppes com a chaminé algarvia.
Acho que é por isso que gosto tanto daquela imagem do homem grande de capa preta a quem não se vê a cara. Quer dizer que estamos mesmo mesmo a chegar, seja lá onde for.
contando contos, ponto por ponto...
Mais em Um amor atrevido
10 outubro 2006
09 outubro 2006
De mim para mim
Os hipermercados aproveitam-se de uma série de preconceitos existentes e reproduzem-nos, muitas vezes contra os consumidores e contra si próprios. Ninguém retira benefícios das desigualdades existentes entre homens e mulheres. Por que não hão os homens poder usar a esfregona e o balde e usarem cabelos compridos e gostarem de dançar e de se arranjar e de não ser violentos? E por que é que as mulheres têm de assumir perante a sociedade o cuidado dos filhos/as e da casa e trabalhar fora de casa com sentimento de culpa?
Provavelmente a directora da campanha, ou o director, ou mesmo toda a equipa não se aperceberam da importância que tem para a nossa sociedade continuar a reproduzir estereótipos(ou idealtipos) que já não nos servem e que não queremos, pois não contribuem para a nossa felicidade (seja lá esta aquilo que for). Não me custa acreditar que as pessoas da campanha do Feira Nova, achem que sempre foi assim e que assim é que está bem, esta questão de repensar as nossas formas de ser homens e ser mulheres é um processo que leva muito tempo e não é preto no branco, mexe com muitas coisas estruturais em nós. Por isso tanto mulheres como homens terminamos reproduzindo aquilo que não queremos, tanto por acção como por omissão. (os homens também têm um papel na educação dos filhos, já seja activo ou ausente)
De qualquer forma, às vezes apetece-me gritar O REI VAI NU, pois de facto vai!
com os melhores cumprimentos
O Feira Nova é um Hipermercado dirigido a um target específico, com produtos muito baratos e as pessoas que fazem parte do target do Feira Nova são pessoas de muito poucos recursos financeiros, de escassa formação literária e cultural, Existe ali um contexto de enquadramento quando se resolve colocar um cartaz de promoção desse tipo. Não é um ataque. É um aproveitamento duma situação social existente, real. Não permitir tal coisa não extingue a situação mas tapa somente o sol com a peneira.
Em conversa ouvida na rua corei com o discurso duma senhora que dizia para amiga, já viu? agora a minha nora resolveu trabalhar de sol a sol e agora nem tempo tem pra fazer nada em casa e anda o meu filho todo amarrotado, e ainda lhe responde torto, agora era o meu filho é que ia passar a ferro as camisas! Olhe é assim a vida, no fim tanto fazia aquela como outra que as mulheres hoje em dia não prestam pra nada...
Mas porque raio haveria eu de ir fazer queixa à comissão para os direitos das mulheres quando estes homens que nos cercam foram educados desta forma por mulheres? E já agora pergunto eu, não querendo deixar passar o preconceito que por vezes nos corre naturalmente nas veias, como sei eu que a direcção da campanha de Marketing do Feira Nova que lançou essa promoção não está a cargo duma mulher? Porque hei-de partir do princípio de que foi um homem a delinear aquela estratégia publicitária?
Excepções à parte, as primeiras pessoa a tratarem os homens como seres frouxos são as mães com medo de serem maltratadas na rua pelas vizinhas.
Sim porque os homens não têm só o direito de participarem nas tarefas domésticas sem serem apedrejados, também têm o direito de saber dançar e de usar o cabelo pela cintura. Um amigo de longa data contou-me tinha que suportar passar na rua pela sua mãe e vê-la atravessar a estrada para o outro lado com vergonha de falar a um filho de cabelo comprido e por isso afeminado. Nunca foi o pai dele a ter este tipo de reacção.
Mais uma vez digo, tratemos de mandar as comissões às urtigas e de fazermos o nosso esforço individual para que as próximas gerações sejam educadas de outras formas.
08 outubro 2006
Exmos/as Senhores/as
“A mamã compra e nós oferecemos à filha” é o titulo de uma promoção do Feira Nova que fica ali perto de Xabregas, Lisboa. A mamã compra o balde e a esfregona e o generoso supermercado oferece à filha um balde e uma esfregona pequeninos, para ela se deleitar a imitar a mamã nas lides da casa...
Pergunto eu, os papás não limpam a casa, os meninos homens não brincam com baldes e esfregonas? E senão o fazem, deverá este comportamento ser incentivado e normalizado nas campanhas de promoção dos supermercados? Não existem outras maneiras de promover produtos que sejam mais inteligentes e propositivas para a nossa vida em sociedade?
Aguardo a vossa resposta.
Com os meus melhores cumprimentos
No baile da dona ester, ou
O chofer a dançar com a criada, ou
Dizia ela baixinho, ou
Na prise és bestial, ou
Sete e Picos, ou
Oito e Coisa, ou
Nove e Tal
Com cópia a:
DECO,
Plataforma Portuguesa de ONGS para os Direitos das Mulheres(PPDM),
Comissão para a Igualdade dos Direitos das Mulheres(CIDM),
Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego(CITE),
Futura Organização para os Direitos dos Homens de participarem nas tarefas domésticas sem serem considerados aves raras, frouxos, efeminados e para o Direito das Mulheres se libertarem de todo o peso da gestão de uma casa e poderem ter tempo para dedicar-se a outras coisas que gostam (trabalho, estudo, política, dolce fare lo que quiera).
Pinga amor
I fall in love too terribly hard for love to ever last
My heart should be well-schooled 'causeI've been fooled in the past
And still I fall in love too easily, I fall in love too fast
Chet Baker
07 outubro 2006
Anúncio de emprego
ULTIMATUM FUTURISTA
Acabemos com este maelstrom de chá morno!
Mandem descascar batatas simbólicas a quem disser que não há tempo para a criação!
Transformem em bonecos de palha todos os pessimistas e desiludidos!
Despejem caixotes de lixo à porta dos que sofrem da impotência de criar!
Rejeitem o sentimento de insuficiência da nossa época!
Cultivem o amor do perigo, o hábito da energia e da ousadia!
Virem contra a parede todos os alcoviteiros e invejosos do dinamismo!
Declarem guerra aos rotineiros e aos cultores do hipnotismo!
Livrem-se da choldra provinciana e da safardanagem intelectual!
Defendam a fé da profissão contra atmosferas de tédio ou qualquer resignação!
Façam com que educar não signifique burocratizar!
Sujeitem a operação cirúrgica todos os reumatismos espirituais!
Mandem para a sucata todas as ideias e opiniões fixas!
Mostrem que a geração portuguesa do século XXI dispõe de toda a força criadora e construtiva! Atirem-se independentes prá sublime brutalidade da vida!
Dispensem todas as teorias passadistas!
Criem o espírito de aventura e matem todos os sentimentos passivos!
Desencadeiem uma guerra sem tréguas contra todos os "botas de elástico"!
Coloquem as vossas vidas sob a influência de astros divertidos!
Desafiem e desrespeitem todos os astros sérios deste mundo!
Incendeiem os vossos cérebros com um projecto futurista!
Criem a vossa experiência e sereis os maiores!
Morram todos os derrotismos!
Morram!
PIM!
José de Almada Negreiros (1917)
06 outubro 2006
O sol aos quadradinhos
Dizia Eduardo Galeano que a sociedade fecha o perigo público nas prisões e manda fora a chave.
Nesta prisão, aqui bem perto, está fechado o produto de um sistema que cada vez mais acentua as desigualdades, que redistribui mal a riqueza gerada, e que tem uma muito deficiente politica social e económica.
E ainda que um abraço seja fundamental, há muito por fazer ainda neste país à beira da globalização plantado.
05 outubro 2006
Mentira a mentira
Uma semana
04 outubro 2006
"Temos confecções para PESSOAS FORTES"
03 outubro 2006
Ainda sobre o Islão
Conhecimentos médicos e matemáticos, saberes da terra e da água, formas e técnicas de construir, sabores das coisas e acordes musicais, são marcas solidamente ancoradas num passado que é também presente. Sinais identificadores de uma certa maneira de amanhar a terra, de gerir a água e as coisas da vida, de saber esperar pelo tempo.
02 outubro 2006
Amor destilado
O que nunca te direi
01 outubro 2006
Os homens também ficam grávidos
Um menino em construção
Há 12 anos atrás, quando o meu irmão soube que o seu primero rebento seria uma menina, respirou de alívio e disse: "ainda bem, se fosse um rapaz eu não saberia como ensiná-lo a lutar".Só mais tarde é que o meu irmão se começou a aperceber que não temos de ensinar os meninos a lutarem porque, apesar das formas tradicionais de construção de identidade masculina estarem associadas à violência, à competição, ao poder sobre o outro, essa não é a ideologia que muitos de nós, homens e mulheres, desejamos para a "construção" de seres humanos, no actual mundo em que vivemos, mundo cansado de tantas guerras, mortes, violência, chacinas, refugiados, deslocados, pobres. A relação com o outro/a, seja a nível individual ou colectivo, não pode ter como código principal a agressão física, psicológica, económica e social desse outro/a.
E isso, tanto homens como mulheres temos de ir (re)aprendendo, poquito a poquito.
30 setembro 2006
Histórias no masculino
Pequeno grande nada
No tu, pê, Quim!
Traduzindo, o livro que ela tinha na mão não é dela, é do Pedro, filho do Quim. É fantástico, nunca tinha assistido ao vivo ao processo de evolução da linguagem do ser humano.
29 setembro 2006
O problema é meu?
Recordar é viver
Foi em Setembro que te conheci
Trazias nos olhos a luz de Maio
Nas mãos o calor de Agosto
E um sorriso
Um sorriso tão grande que não cabia no tempo
Ouve, vamos ver o mar
Foste trinta de Fevereiro de um ano por inventar
Falámos, falámos coisas tão loucas que acabámos em silêncio
Por unir as nossas bocas
E eu aprendi a amar
Sim eu sei que tudo são recordações
Sim eu sei é triste viver de ilusões
Mas tu foste a mais linda história de amor
Que um dia me aconteceu
E recordar é viver, só tu e eu
Foi em Novembro que partiste
Levavas nos olhos as chuvas de Março
E nas mãos o mês frio de Janeiro
Lembro-me que me disseste que o meu corpo tremia
E eu, eu queria ser forte, respondi que tinha frio
Falei-te do vento norte
Não, não me digas adeus
Quem sabe, talvez um dia... como eu tremia, meu Deus
Amei como nunca amei
Fui louco, não sei, talvez
Mas por pouco, por muito pouco eu voltaria a ser louco
Amar-te-ia outra vez
28 setembro 2006
Vontade Cega
Um casal, ambos cegos, entrou numa cabine telefónica para satisfazer os seus apetites sexuais. Estavam convencidos de que as cabines públicas eram opacas e assim não seriam vistos pelos caminhantes da rua. Azar dos azares, apareceu a bófia e lá se... lixaram!
2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, sábado (pum, pum), domingo
18m2
Onde é que encafuo o resto que sonhei?
27 setembro 2006
Erro
O anúncio do tempo
Durante alguns anos vivi sem estações do ano, passei anos em constante verão e outros em constante outono, um e outro sempre com chuvas e tempestades frequentes e intensas. Já não me lembrava que nesta época passamos por dias de sol esmagador a momentos e dias de chuva, depois outra vez dias de sol, e que a temperatura varia, descendo e subindo, como se nos desse tempo para tomar consciência da nova estação e despedir-nos, preparando-nos para o inevitável outono que já traz atrás de si o inverno.
Tinha saudades da passagem das estações.
Memórias do cárcere
Moazzam Begg, cidadão britânico de ascendência paquistanesa, esteve detido durante três anos em bases aéreas americanas e Guantanamo. Libertado em Janeiro de 2005, escreveu com Victoria Brittain o livro Enemy Combatant: My Imprisionment at Guantanamo, Bagram and Kandahar. Enquanto o livro não chega, aqui fica esta entrevista.
26 setembro 2006
Serviço informativo
"Átila", "Gildásio" e "Miqueias" são alguns dos novos nomes permitidos pela primeira vez este ano. Até ao dia 15 de Julho deste ano, a Direcção-Geral dos Registos e Notariado autorizou 18 novos nomes. A lista começa com "Adiel" e termina com "Umbelina". Pelo meio, surge uma "Lira" e um "Evangelino".
Para o antropólogo do Instituto de Ciências Sociais (ICS), João Pina Cabral, a revolução no conservador mundo onomástico português deve-se essencialmente aos imigrantes que nos últimos anos escolheram Portugal para viver. Segundo referiu o professor, responsável pelo Simpósio Internacional sobre Nomes, com início a 27 de Setembro no ICS, em Lisboa a lei portuguesa, bastante limitativa, foi defendida pelas camadas sociais mais altas segundo a noção de que as pessoas deveriam ser protegidas. As regras de nomeação onomástica surgiram na década de 30 do século passado, no início do período Salazarista e da implementação das leis do Registo Civil, fazendo com que os nomes portugueses se repetissem até à exaustão.
Pina Cabral vê com bons olhos o caminho que nos últimos anos foi sendo desbravado pelos imigrantes, defendendo que as pessoas devem ter liberdade para pôr aos seus filhos o nome que querem e que a lei não tem o direito de o impedir."
Nem é por mim
Bom, mas isto para dizer que te entendo, estar apaixonada, querer casar e ter filhos, Deus sabe que a única coisa que eu desejo é que tu sejas feliz. Mas tinha de ser logo com o Marco? Não vês que ele é mesmo diferente de nós? Está-se mesmo a ver como é que isso vai acabar. Podias namorar só, assim vias como era, esperas um bocado e vais ver que passa.
Pois é filha, tu farás como entenderes. Eu nem sou preconceituosa nem nada, por exemplo o teu amigo Ricardo sempre foi muito bem recebido cá em casa, tal como todos os outros, nunca o tratei de maneira diferente por causa da cor da pele dele e da sua religião (só me tinha de lembrar que para além das sanduiches de fiambre tinha de fazer uma boa quantidade das de queijo, que lá o deus ou o profeta ou lá o que é não os deixa comer porco, vá-se lá saber porquê, com o bom que é e o económico que fica, mas enfim).
É que não consigo compreender como é que pensas que vais ser feliz, com toda a gente a olhar para vocês, se tiverem filhos vai ser uma desgraça.
O teu pai, que tem um óptimo emprego no banco, até está à espera de ter aquela promoção até ao fim do ano, e está a fazer um grande trabalho lá na junta de freguesia. Achas mesmo que depois disto as pessoas vão querer votar nele para presidente? É o votas, se ele nem consegue pôr ordem em casa como é que se pode esperar que ponha ordem na freguesia?
Isto tudo para te dizer, que a vida é tua, e que se a queres atirar pelo cano do esgoto farás como entenderes, eu sou tua mãe e estarei sempre aqui para te apoiar. Mas olha, se não o fazes por mim ao menos pensa na tua avó, o que é que tu achas que a tua avó vai dizer? Dás-lhe um bisnetinho de cor e achas que ela fica contente? Achas que ela vai aceitar isso? Ai, se o teu avô fosse vivo ainda era bem capaz de te dar um par de galhetas.
Oh filha, mas porque é que não podes ser como a tua irmã, que casou com o Manel, que tem um bom emprego lá naquela empresa de computadores, os pais dele são aquilo que nós sabemos, e o irmão, o Pedro, até andou metido na droga e tudo, valha-nos santa eufigénia as dores de cabeça que ele deu à família, mas ele é um rapaz como deve ser, educado, trata bem a tua irmã e vem sempre visitar-nos ao domingo com ela. Achas mesmo que o Marco fazia a mesma coisa? Ele deve querer é estar com os da raça dele e levar-te para essas coisas, comidas esquisitas e assim.
25 setembro 2006
A sentença
Enfureço-me, grito-te, chamo-te nomes. Encolhes-te, dás-me razão, olhas-me. Enfureço-me ainda mais, ao menos dá-me um motivo que se veja. Nem tu sabes porque fazes as coisas que fazes. Ficamos parados a olhar um para o outro, naquele momento pensei em dar-te um estalo, em alternativa um beijo. Continuamos a olhar, o silêncio pesado é salvo pela passagem de um empregado que carrega uma pilha de pratos nas mãos. E se lhe atirasse um à cabeça?
Pensei que a tensão tivesse esmorecido, enquanto sigo com o olhar os pratos agarras-me pelo braço e enfias-me na copa, encostas-me contra uns caixotes. Com as mãos nos meus ombros, olhas-me por trás das lentes com a intensidade dos míopes e comunicas-me que não desististe, que não vais desistir de mim, que vais mudar tudo, vou ver, e que vamos ser felizes. Como nos livros infantis, pergunto-te. Não gozes, respondes com o olhar esmorecido. Tens queda para o melodrama, enxoto. É verdade Maria, a nossa história ainda não acabou. Não respondo, mesmo sabendo que é verdade.
Chamam por mim no corredor, querem cantar os parabéns. Por agora livro-me dele. Levo comigo a sentença das reticências.
24 setembro 2006
Americanos
V. S. Naipaul, Num país livre
23 setembro 2006
Partidas e chegadas
22 setembro 2006
o amor também é político

Colombia – Villa de Leiva – Agosto 24 de 2002
ACUERDO CIUDADANO PARA EL AMOR Y LA CONVIVENCIA
Este es un acuerdo escrito que busca ayudar a crecer y facilitar el amor entre Alejandra y Erwin Fabián. El fundamento principal de este acuerdo, y sobre lo cual sabemos que los seres humanos tenemos serias dificultades, es la búsqueda de la libertad individual, de relaciones donde la libertad sea un eje que permita que cada uno de nosotr@s siga caminando por la vida, cerca del otro, cumpliendo de manera radical con sus deseos y compromisos vitales.
Creemos que en nuestros proyectos de vida, tanto en lo ya recorrido, como en lo presente y lo que sentimos que serán en el futuro existe un hermoso equilibrio entre las cosas en que nos parecemos, nos diferenciamos y nos complementamos, especialmente en los tres temas prioritarios de nuestras vidas: el amor, el sexo y la política. Todo esto nos permite vivir una relación donde hay espacio para el crecimiento y las transformaciones, y sobre todo, para ayudarnos a ver otras formas de realidad.
Creemos que los procesos de crecimiento y transformación son difíciles, conflictivos y lentos, sin embargo nos hemos comprometido a crecer juntos buscando ser cada vez más tranquilos. Dicho en otras palabras, queremos ser cada vez lo más blandit@s posibles para facilitar especialmente esos momentos difíciles donde salen a flote las actitudes que menos nos gustan de nosotros mismos.
Para nosotr@s el amor es sinceridad, transparencia, conocimiento de nosotr@s mismos, aprendizaje, tolerancia, comprensión, ayuda, crítica, acompañamiento, autocrítica, escucha, pasión, deseo, cuidado, ansiedad, preocupación, convivencia, tristeza, dolor, soledad, felicidad, libertad, voluntad, dificultades......las intensidades de todas las características de nuestro amor las viviremos de muchas maneras y estaremos dispuest@s a entender los procesos del otr@ tratando de ayudar lo más posible para aportar a su felicidad y bienestar.
También creemos que el amor es el sentimiento que nos permite generar felicidad, seguridad y confianza a otra persona. Es la capacidad de creer y respetar firmemente la libertad de los demás. Es la posibilidad de reconocer las necesidades del otr@ y tratar de suplirlas sin olvidarse de uno mismo. Es proyectar el amor hacia uno mismo. Es encontrar unos ojos donde uno se ve como quiere ser. Es la capacidad de preguntarse a cada segundo qué queremos y cuándo lo queremos.
Creemos que la transparencia y la coherencia son dos de los principios más importantes tanto en el amor como en la política, por eso nos hemos comprometido a ayudarnos al máximo para poder vivir esos principios en las formas más radicales posibles, aun en circunstancias donde las grandes dificultades personales que se originen puedan afectar la relación de pareja.
(*) Creemos que por virtud de los valores democráticos de la civilización occidental, el hombre y la mujer han sido colocados en pie de igualdad, entendida esta, además de las obligaciones y derechos que ella implica, como otra condición esencial del amor, que es más verdadero entre iguales. Esta igualdad también garantiza el respeto mutuo, el cuidadoso manejo de las opiniones de cada uno y la inviolabilidad de la vida interior y permite, de mejor manera, analizar y superar los complejos problemas cotidianos de los tiempos que vivimos.(*)
Creemos que nuestro amor puede ser para toda la vida...es posible que nuestra construcción de pareja no.....pero si no podemos o no deseamos continuar nuestra relación de pareja haremos todos los esfuerzos necesarios para que nuestro amor continúe. Si en nuestra relación de pareja tenemos un hijo o una hija, asumiremos con seriedad dicha responsabilidad, y aun en la circunstancia de no seguir construyendo relación de pareja, asumiremos los compromisos que la paternidad y la maternidad implican, porque estamos convencidos de la importancia que tiene para un ser humano la relación con su padre y su madre.
Nos comprometemos a que cada seis meses mediante un rito especial leeremos una carta de amor mediante la cual reafirmamos nuestro deseo de continuar construyendo nuestra relación de pareja.....si el deseo de l@s dos o de uno de l@s dos es contrario también realizaremos ese rito especial donde nos comprometemos a hacer todo lo necesario para seguir queriéndonos sin seguir construyendo una relación de pareja.
Alejandra ya tiene decidido en su vida tener un@ hij@, Erwin Fabián esta cada vez acercándose más a esta posibilidad....... Estamos de acuerdo en que debemos hacer un reconocimiento especial a ese primer gran esfuerzo y aporte que realizará Alejandra para traer un nuevo ser a este mundo, por esto, cuando l@ tengamos el primer apellido será Jaramillo y el segundo apellido será García. Si decidimos acompañar y facilitar la vida de un segundo ser, será por adopción....creemos que esta es otra forma hermosa de ejercer nuestra solidaridad.
No creemos que la maternidad y la paternidad sean sinónimo permanente de sacrificios e incomodidades, recurriremos a todo el apoyo posible y necesario para ejercer estas tareas de las maneras más responsables, amorosas, fáciles y cómodas.
Estamos de acuerdo en que la exclusividad de nuestra relación no la podemos decretar....creemos que existe la posibilidad de que tengamos relaciones afectivas y sexuales con otras personas, esto sin embargo, no nos exime del dolor que estas situaciones conllevan. Por esto trataremos de protegernos al máximo de empezar otras relaciones. Nos comprometemos a procurar que si entramos en otras relaciones no pongan en riesgo la nuestra como la más intensa y principal. Además nos comprometemos a no involucrarnos en relaciones afectivas y sexuales con personas de nuestros entornos comunes, pero si por alguna situación inmanejable sucede, no lo haremos sin advertirnos previamente.
Hemos decidido mantener nuestros espacios de vivienda porque creemos que facilita la relación. Sabemos que lo económico puede llegar a ser una presión para unificar espacios, sin embargo, nos comprometemos a seguir intentando, por todos los medios posibles, mantener nuestro propio espacio de residencia, para cuando sintamos la necesidad de usarlos. Creemos que tener dos espacios de vivienda también nos facilitara una mejores relaciones maternales y paternales con nuestr@s muy posibles hij@s.
Todas las buenas energías que hoy estamos compartiendo, construyendo y potencializando en esta ceremonia nos ayudarán a todas y todos en nuestras vidas y nos ayudarán también a fortalecer y a aumentar nuestras actitudes no violentas y democráticas para construir un país más pacífico. Esta energía nos servirá a nosotr@s también para el cumplimiento de lo pactado en este acuerdo.
Te amo Alejandra.........Te amo Erwin Fabián
Durante el embarazo y en los primeros meses después de nacer Matías, acordamos exclusividad sexual, debido a los cambios que el cuerpo de Alejandra estaba sufriendo. Creíamos que era importante que hubiera equidad en el uso del cuerpo.
Hemos entendido, ante todo, y esto ha significado una mayor entrega de la imaginada en nuestro acuerdo, que lo más importante es que las dos personas en la pareja estén en igualdad de oportunidades, así, hemos asumido la lactancia como una labor conjunta, que por supuesto nos implica restricciones, pero que nos hace sentir más equitativos, no queríamos repetir la historia de la mayoría de las mujeres de la historia, que mientras lactan, sus maridos se desentienden de los límites que imponen las condiciones de vida que esa mujer está viviendo. Por eso, podemos seguir llamándonos una pareja lactante.
Hay un otrosí que no ha sido negociado pero que ha sucedido. Erwin Fabián expresó muy claramente desde el principio su necesidad de tener comodidades, sin embargo, los dos las hemos dejado bastante de lado para acompañar a Matías, pues sólo después de su nacimiento pudimos entender que cada acción: cambiar un pañal, bañarlo, limpiarlo, alimentarlo, jugar con él, es la mejor manera de darle amor y sostener con él una amistad fuerte y confiable, así, Erwin Fabián, ha cedido muchas más comodidades de las que imaginábamos y disfruta notoriamente al realizar cualquiera de esas acciones que antes parecían atentar contra la comodidad.
No hemos podido cumplir con el cambio del orden de los apellidos de Matías, como estaba propuesto en el acuerdo, pues las leyes patriarcales de este país no lo permiten, sin embargo hemos dado la pelea política y jurídica y continuaremos haciéndolo.
Aviso gripe das aves
Se você tiver algum dos sintomas abaixo, procure assistência médica imediatamente:
1. Febre alta
2. Congestão nasal
3. Náusea
4. Fadiga
5. Uma irresistível vontade de cagar nos pára-brisas de carros.
Lição de fisiologia

Entendem cordatos fisiologistas que o amor, em certos casos, é uma depravação do nervo óptico.
19 setembro 2006
O fenómeno Penélope
imagem aquiNão é a Penélope Cruz de 'Volver' (ou a ex de Tom Cruise, como queiram) nem a Penélope, mulher de Ulisses. É uma 'lenda' dos anos 80. Afinal, quem não se lembra, nesses anos, de circular nas estradas e de - carro sim, carro não - encontrar um destes autocolantes pespegado na traseira de tantos e tantos veículos?
18 setembro 2006
Serviço informativo
O espaço da 'desimaginação'
Assim estou eu e o blogue hoje, desimaginados, desinspirados.
P.S. E com uma neura de fazer melancolia aos móveis.
17 setembro 2006
ROUTE 66

Imagem aqui
Faz hoje 10 anos que voltei de uma das mais lendárias viagens: a Route 66, estrada que percorre (quase) coast to coast os E.U.A. Não a fiz, no entanto, do princípio ao fim.
A estrada é interrompida por outras estradas principais, mas vale a pena o esforço acrescido de leitura dos mapas. E a teimosia em querer percorrê-la. O deserto do Arizona, o Grand Canyon, Nevada e Las Vegas, a entrada triunfal em Los Angeles pela Sunset Boulevard. Houve mais caminho a seguir, mas esse já não conta (pelo menos no itinerário da mítica estrada).
Assinalo apenas o regresso: uma noite em branco no areoporto de San Diego, na companhia de 'New York Trilogy', de Paul Auster.
Those were the days...
16 setembro 2006
Dúvida
o saque
-Segue...
-Fred...
-Segue... não pares.
Os vidros estilhaçados sob os pés dela dificultavam o andar e tinha a certeza que sentia alguns espetados nas fracas solas de borracha dos seus ténis. Acabara-se a pilha da lanterna, ironicamente ali mesmo dentro da loja de conveniência onde nem sequer podia procurar mais pilhas porque não via um palmo à frente da cara e era constantemente encandeada pela luz das lanternas das outras pessoas. Atirou a sua para dentro de um dos quatro sacos que carregava nas mãos. Quando olhava para trás não via Fred, tapado pelo enorme caixote que transportava, somente os seus pés cautelosos caminhando ainda mais devagar do que os dela. Mais ninguém se movia a esta velocidade. Até à saída do estabelecimento, os gritos de histerismo, uma amálgama de medo, stress e alegria vazia de qualquer discernimento afundavam-se nos seus ouvidos e a correria dos caixotes que os iam atropelando pelo caminho parecia não ter fim. O ar da rua apanhou-a de frente ao cruzar a saída e engoliu uma golfada de ar como se fosse limonada fresca. Ali já conseguia ver o caminho à sua frente, cortesia das luzes dos carros da polícia, de portas escancaradas e espalhados por todo o quarteirão. Os membros das forças policiais pareciam tão lívidos quanto ela, tinham as armas mas não o número e com a fraqueza assim exposta eram apedrejados e pontapeados em todos os lugares por onde passavam e se tentavam impor. Um enjoo descomunal começou a subir-lhe do ventre saliente até à garganta sem pré-aviso.
-Fred...
- Não pares mulher, não falta muito
Ela engoliu em seco. Alguém disparava tiros para o ar e em todas as direcções e Fred empurrava-a com o caixote encostando-o aos seus rins para que caminhasse mais depressa. Gritos aflitivos de mulheres. Uma pedra atingia violentamente o caixote que Fred levava.
-Eu estou bem, gritou lá de trás, não me acertou, continua, estamos quase lá.
Uns metros à frente deles caía um rapazote no chão com um gemido de derrota tão violento que os seus tímpanos quiseram explodir. Alguém da família do rapaz, provavelmente a mãe, em gritos intensos de agonia, tentava arrastá-lo do meio da estrada para qualquer recanto mais seguro puxando-o por um braço mas as suas forças para aguentar com um peso morto eram escassas e o rapaz retorcia-se com dores e gritava com ela tentando dissuadi-la, mandando-a fugir para casa. Outro tiro saído da escuridão mais profunda e a senhora também caiu, postrada, como um pedragulho inerte. O rapaz não disse nada, libertou-se da mão que ainda lhe agarrava o pulso e encolheu-se numa posição fetal.
-Não olhes amor, não olhes, são só mais uns metros até ao carro, implorou Fred sentido-lhe os tremores no corpo.
Ela sentiu uma enorme dor no ventre ao mesmo tempo que tentava conter os vómitos.
-Está ali o nosso carro amor, consigo vê-lo daqui.
Sim, ali estava o carro, de portas escancaradas e vidros partidos como todos os outros. Ela pousou os sacos no chão pensando que ia morrer logo ali mas Fred cortou-lhe a alucinação com um gritinho optimista.
-Não furaram os pneus!
Agarrou num dos seus sacos despejando todo o seu conteúdo em cima do banco traseiro e colocou o saco vazio por cima do banco da frente para ela se sentar sem apanhar vidros. Fechou as portas e esperou dois segundos para ver se era seguro antes de tirar as chaves do bolso das calças.
-Vamos sair daqui, já acabou amor.
O ar navegava sem Timoneiro dentro do carro que se deslocava como podia ao longo da Avenida, desviando-se do arsenal de electrodomésticos, mobiliário, corpos sentados, deitados, em pé sempre acompanhados com o background sonoro das sirenes da polícia e das ambulâncias mas sabia-lhe bem. Uma estranha indiferença apoderara-se do seu raciocínio lógico. Só queria chegar a casa. Evadir-se daquele corpo estrangeiro que lhe doía incessantemente. Fred ostentava um ar vitorioso nas faces rosadas. Sentiu-se adormecer no embalo do caminho. Acordou no sofá da sala. Fred ligava o enorme aparelho de Tv com grande aparato de satisfação. Olhou-a nos olhos e correu até à cozinha aparecendo com um enorme copo de leite quente e uma torrada.
-Para ti...
A luz voltara. Quente como o cobertor eléctrico que te enrola os pés e te faz acreditar que o Inverno nem está lá fora.
As notícias que passavam no enorme écran do televisor novo eram aterradoras. As míseras horas que haviam passado mostravam séculos de história, valores e costumes a cairem como cereais dentro duma taça de leite. O sistema trémulo, onde apenas o medo parecia decretar as "boas" acções. Tinha sido o maior Blackout de sempre. Agora era tempo de reconstrução.
-Fred...
-Diz amor.
- Nós somos isto?, perguntou ela apontando para a televisão.
- Nem sempre amor. Descansa.
15 setembro 2006
Parece que preciso dum GPS
Porque, senhor presidente, eu só queria era poder virar para a esquerda algures, percebe? Era uma simples inversão de marcha compreende? Não, não deve compreender porque a verdade é que, mesmo parecendo contrair todas as leis fisicas que definem o simples conceito de círculo, ali no Corte Inglês era de novo impossível virar á esquerda para voltar a apanhar a Praça de Espanha por isso fui obrigada a passar todos os cruzamentos do Saldanha e seus respectivos semáforos até á Marquês de Tomar onde a esperança finalmente se tornou uma realidade e pude virar á esquerda e depois á direita chegando então ao meu primeiro destino que era a Avenida de Berna. Não tivesse eu posto dez euros de gasosa no veículo antes de me fazer á estrada e se calhar ainda tinha que voltar a fazer de novo todo o sentido inverso em busca duma bomba de gasolina, isto é se conseguisse fazer inversão de marcha, claro.
...
Ora explique-me lá como é que um gajo sai de casa direito á Praça de Espanha e quase acaba numa visita turística á Ponta de Sagres sem sequer saber como nem porquê?. E nós a achar que promoviamos mal o país. Ou anda a tentar passar mensagens subliminares ao pessoal? Recebe comissão na venda de GPS's é?
Respeitinho é muito bonito
Previsões
Não, obrigado
You're my cup of tea
Se os portugueses se lembrassem de fazer analogias com o mesmo fim, o que é que usariam:
- és o meu café curto com dois pacotes de açúcar
- és o meu pingado escuro escaldado em chávena fria
- és o meu quarto de vigor fresquinho
Amor alinhavado
Só a bailarina é que não tem

um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida ela não tem
Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem
14 setembro 2006
13 setembro 2006
12 setembro 2006
Amor cavador
Os pequenos momentos
Querida amiga do meu coração, acabei de te deixar uma mensagem no voice mail
(espero que seja o teu, tem uma mensagem meia fanhosa com uma música que se
ouve mal e no princípio parecia o genérico do "quando o telefone toca" mas afinal era
cantado em inglês)
Isto para dizer que uma pessoa até pode estar contente ou chateada, mas há pequenos momentos da vida tão desconcertantes que fazem tudo valer a pena. Passei meia hora a rir-me cada vez que me lembrava deste mail. Ela sem querer acabou por fazer uma descrição do tema tão espirituosa que também podia fazer parte de um argumento de episódio do meu Seinfeld. Achei hilariante e teve o condão de me deixar bem disposta o resto do dia. Vivam os pequenos momentos que nos fazem rir mesmo sem razão nenhuma especial. Apeteceu-me dizer isto.
Preciso de verdade e de aspirina
imagem aquiE toda a gente sabe como as grandes constipações
Alteram todo o sistema do universo
Zangam-nos contra a vida
E fazem espirrar até à metafísica.
Tenho o dia perdido cheio de me assoar.
Dói-me a cabeça indistintamente.
Não estarei bem se não me deitar na cama.
Nunca estive bem senão deitando-me no universo.
Que grande constipação física!
Preciso de verdade e de aspirina.
Álvaros de Campos
11 setembro 2006
A inveja é uma coisa muito feia
Bufos
Agora só me resta sonhar
palavra por palavra
09 setembro 2006
Dores
prefere as reais.
Doem muito menos
Ou então muito mais...
Alexandre O'Neill, No reino da Dinamarca (1958)
Crime e castigo
08 setembro 2006
A propósito de toda a polémica em torno à questão do Irão poder ou não poder produzir material nuclear para fins pacíficos, fica-me a dúvida se a questão é para que nenhum país produza material nuclear, passível de ser transformado em armas nucleares, ou para que só o Irão, por ser menos país que os outros, não produza este material.
Este mortal aborrecimento que me vem quando estou contigo*
foto aquiPodes não saber cantar, nem sequer assobiar
07 setembro 2006
My dad went to New York and all I got was this lousy bumper sticker
06 setembro 2006
A vida faz-se
Opsss
Lugar comum
05 setembro 2006
Apelo à reprodução
02 setembro 2006
OCASO AMOROSO
imagem aqui Afinal dizem que vêm aí os dv's, os tablóides em formato 'berliner', a concorrência a 2€.
Mas ... c'um caraças. Há páginas que custam virar.















