08 julho 2009

morreu-me o mundo

De repente, não pude evitar, encontrei-me com a morte. Andava muito tempo a não querer -la mas ela fez-se gigante e impôs-se à minha frente. Encontrei-me com a morte eminente da minha mãe, encontrei coisas no meu pai que não julgava serem possíveis, encontrei-me com a morte de tios e amigos da geração dos meus pais, encontrei-me contigo e nao te consegui ver. Morreu-me o amor, morreu-me a vida tal como eu a conhecia, como a tinha construído e desejado. 2012 chegou mais cedo e ando perdida à espera de um tsunami que me faça de novo sentir viva.

5 comentários:

sete e pico disse...

talvez com os tsunamis se passe o mesmo que com a montanha e o maomé.

(e)quit diz o guichet, como que a dizer, nem quita nem sai de cima.

o chofer a dançar com a criada disse...

há sempre mais marés que marinheiros... esse tsunami não tardará, verás!

gerou-se a confusão natural disse...

é, esta merda de envelhecer não traz só as rugas, os tecidos que cedem à gravidade e os bicos de papagaio. são tb alguns dissabores e algum amargo que não vamos conseguindo contrariar.

Onde é que estava a minha cabeça disse...

Se é do fim do mundo a chegar não sei!Mas conheço essa história com a mesma prespectiva, mas em posição contrária.De qualquer forma, se um tsunami é solução, ouvi dizer que o fim do mundo foi antecipado (informação secreta) para o principio do ano de 2012 (Março, ou Maio...)pelo que, se lá tiveres, estarei por perto!

na prise és bestial disse...

(suspiro)