15 junho 2010

limpeza de quase verão

Minhas amigas, estimável público,
Chegou a hora de fazer uma limpeza de quase verão. Basta de corações entupidos com amores que corroem, chega de gargantas engasgadas com palavras que nunca foram ditas, alto e pára o baile aos ouvidos congestionados com conversas de ir ao cu.
Peguemos no escovilhão de almas, este maravilhoso e inovador instrumento que vos mostro e que promete a libertação de tralhas desnecessárias que atafulham a existência, o vizinho que ressona alto demais e nos invade os sonhos, os desamores que nos atormentam os dias e as noites, a mãe o pai que não nos deram o que precisávamos (amor atenção disciplina liberdade, ponham a cruz em frente à opção correcta, sendo que se admitem escolhas múltiplas), o trabalho que liberta o escravo que há em nós e nos acorrenta a uma vida de suspiros amordaçados, as preocupações que coleccionamos com um fervor maníaco. 
Peguem no escovilhão das almas e descubram como é viver sem todas as  pequenas dores que trazemos docemente pela mão.

3 comentários:

sete e pico disse...

ah ganda oito, venham daí os escovilhoes de alma que isto nao há nada como o verao para fazer limpezas de primavera. eu escovilho, tu escovilhas, nós escovilharemos asn nossas almas, xô tormentos inúteis xô.

sete e pico disse...

(o poema é lindo!)

a coluna vertebral disse...

Faxavor, é um pra a mesa do canto.