03 novembro 2008

Pouca terra

Não viveria aqui nem que me pagassem, penso trinta vezes por dia. Ao segundo dia de trabalho nos açores descubro que sou continental. Isto das ilhas é muito bonito, mas só aguento tanta beleza num toca e foge com dias contados. Preciso de terra para me sentir viva, gosto que o mar esteja só de um lado, a fazer o seu trabalho de estar ali. Aqui, para onde quer que olhe, falta terra e sobra mar.

3 comentários:

a coluna vertebral disse...

Querida Oito,

Os Açores sempre me fizeam confusão, pela impossibilidade física de ter vacas a pastar em montanhas com inclinações superiores a 45ºe não cairem aos trambolhões pela encosta abaixo.
Já fiz contas e mais contas, mas chego sempre ao mesmo resultado: Coeficientes de atrito tão elevados nem com araldite..

Beijos amantissimos,
Coluna

nove e tal disse...

hahahahahahaha

coluna, as cabras e as ovelhas q vi este verão contrariam todas as regras da física, vá-se lá saber pq.

p.s. e eu preciso do mar como do pão para a boca. mas viver no meio da água já é toda uma outra história.

Anónimo disse...

Apesar de não ter o hábito de comentar em blogs desta vez não resisti ;)

Sou de São Miguel e quando há mais de 10 anos vim estudar para Lisboa, nos primeiros tempos só pensava que era muita terra e pouco mar ;) Depois habituei-me e apesar de ser uma apaixonada por Lisboa um dia voltarei ao paraíso :)