26 janeiro 2007

Certeza (II)

Se voto sim, não voto não. Se voto não, não voto sim.

10 comentários:

patsp disse...

Essa é a parte clara como água. E aí não vale inventar confusão e espaços cinzentos. Ou corremos o risco de ver ganhar um dos lados por causa dos falsos equívocos de linguagem.

Anónimo disse...

e um bem-haja a quem põe as coisas assim, preto no branco!

outro blog disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
outro blog disse...

sem duvida....ou sim ou não.
aqui n existe espectro de cinzentos
e aproveito, para lhe dar os parabens pelo blog de que sou visita quase diária.

8 e coisa 9 e tal disse...

obrigada a tod@s.

a questão do referendo e a discussão em torno dela surpreende-me em vários aspectos:

1) não percebo como é q em 2007 ainda temos a lei q vigora, matéria para referendar no próximo dia 11 fevereiro (esperando q o 'sim' ganhe e que seja vinculativo).
2) não percebo de igual modo como é q um assunto desta natureza tem q ser decidido (novamente) em consulta directa. temos, pois, uma classe política q faz um bom retrato da mentalidade dominante deste portugal dos pequenitos do 2º milénio.
3) espanta-me aqueles que dizem que há sins absolutos e sins relativos. não sei o q são sins relativos.
4) alimentar este tipo de argumento - o do sim relativo - faculta margem de manobra ao movimento do 'não', ao semear e espalhar dúvidas. para além de que muito do discurso (entenda-se argumentos) desse tal 'sim relativo' parece-me q roça os argumentos da campanha a favor do não (que, aliás, tomam sempre a sua posição de forma inequivocamente 'absoluta' e fundamentalista. talvez daí venha a sua força e consequentemente aqueles tais volte-face inesperados dos quais depois todos nos espantamos muito).
4) misturar argumentos de toda a espécie numa tentativa de relativizar e justificar escolhas, parece-me que é dar azo a q se crie mais confusão perante uma questão que é urgente modificar e q - relembrando - é esta:

"concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"

é isto que está a ser discutido. o sim serve para concordar (ou não) com isto.

A minha posição é sim em absoluto, a única que conheço capaz de fazer frente ao não.

como bem referiram os comentadores desta caixa, nesta questão não há áreas cinzentas. ainda bem q a mensagem passou.

p.s. obrigada à múltipla a quem pedi emprestado o título para esta posta.

no baile da d. ester disse...

Viva o maniqueísmo, expoente máximo da liberdade de expressão. Ou estão comigo ou estão contra mim, pois claro.

sete e picos disse...

Pelo título, disponha sempre. Quanto ao resto é favor ler as duas postas de cima...

8 e coisa 9 e tal disse...

não percebo onde é que o maniqueísmo em determinadas questões - esta em concreto - se relaciona com a liberdade de expressão.

eu estou convicta e absolutamente contra o não no referendo sobre o aborto. sou livre de assim o achar/pensar, certo? era esta a liberdade de expressão a q te referias? parece-me q acabaste de dar um tiro no pé, no baile da d. ester... ou então baralhaste argumentos q não estão aqui nesta caixa de comentários.

no baile da d. ester disse...

Esta posta da certeza surge por oposição à das dúvidas, por isso como é evidente, não as posso separar.

Vamos lá esclarecer as coisas: eu admito e respeito as pessoas que acham sim, com ou sem reservas, e não, com ou sem reservas. A isto chama-se viver em democracia.

O voto num partido ou numa posição num referendo não pode ser encarado como uma preferência clubistica, em que se é do benfica ou do sporting porque sim, não havendo motivos racionais para a escolha.

Respeito os teus argumentos para defender o sim absoluto sem reservas; tenho pena que não faças o mesmo para as pessoas que mesmo votando sim têm as suas dúvidas.

Não vejo onde esteja o tiro no pé.

Volto a dizer que votarei sim no referendo de dia 11 de Fevereiro, e que ficarei muito triste se a lei não for mudada. Agora volto a repetir que espero que não seja apenas a lei a ser mudada, há muita coisa a fazer nessa área.

Achas tu que as minhas dúvidas influenciam quem quer que seja? Discordo por completo.

8 e coisa 9 e tal disse...

onde é q leste aqui, em algum momento do blogue, q acho q as tuas dúvidas influenciam quem quer q seja? não podes discordar de uma coisa q não está explícita, muito menos escrita.

os meus argumentos pelo sim absoluto estão todos explicados nesta caixa. não se trata de uma preferência 'clubística', de sim porque sim. é uma decisão tomada em consciência, porque devidamente ponderada e pensada (e vivida).

quanto ao post anterior, por respeito à tua posição de dúvida decidi abster-me de comentar. por outro lado e por não concordar com a maior parte dos argumentos q apresentas, optei por contra-argumentar com este post, tornando assim clara a minha posição sobre esta matéria, e achando q o debate se tornaria mais profícuo nestes moldes.

já tu vieste aqui ironizar com os argumentos q apresentei e esse é o primeiro dos 2 tiros no pé q deste. o segundo tiro no pé está no facto de relacionares a liberdade de expressão com convicções inequívocas sobre determinadas matérias. sinceramente não lhe vejo o nexo de causalidade.