16 fevereiro 2008

O meu eros - ou de como chegar à bela agonia, passando na casa partida e recebendo os dois contos

Erótico, o amor físico e sensual, começa na cabeça e acaba, de preferência, noutros sítios.

um site que colecciona orgasmos - femininos e masculinos, singulares e plurais, fantasias e desejos - filmados sempre com o mesmo enquadramento, dos ombros para cima.

Vêem-se milhares de caras em mosaico, que se masturbam diante de uma câmara. Não vemos os seus corpos nem conhecemos as fantasias que os assaltam e lhes provocam as respostas físicas. Ficamos apenas a ver o que acontece e como acontece. Dentro da cabeça tudo é permitido.


Aqui fica uma amostra, para que se veja a que soa e parece um orgasmo feminino. Verdadeiro.





Este na versão múltipla e camuflada com música

4 comentários:

-pirata-vermelho- disse...

A de cima é gira!
A outra não vi...
Mas
há daquilo e sem ser daquilo; como sabe há do verdadeiramente silencioso e com falta d'ar ao furiosamente ruidoso e atabalhoado...
é com'as pessoas! São diferentes.


(Não seja dogmoescolática e moralista)

8 e coisa 9 e tal disse...

nem dogmática nem moralista. nem pretendo que o orgasmo da menina do video seja a norma - apenas o adjectivei de verdadeiro por oposição aos resfoleganços foleiros das ficções.

Falo sobre o essencial para mim, que é o que passa na cabeça das pessoas. O que as faz vibrar. E o que não. E que para haver um bom entendimento entre um casal é fundamental partilhar grande parte do que aí existe.

dot com disse...

esse verdadeiro que está em vídeo também é uma ficção... ou melhor, para ela e com ela o partilhou (partilhou no prazer, não na filmagem) é verdadeiro, para mim, para si, para todas as outras pessoas, é uma representação - ficção...

os outros serem foleiros... enfim... opiniões... azar nos filmes, que já vi umas ficçõesde alto lá com o charuto.

quanto aos verdadeiros não implicam necessariamente que se tenha de gostar deles... muito menos partilhar.

dorean paxorales disse...

Hoje de manhã, no seguimento de um longo e ruidoso orgasmo dela, o meu flatmate pergunta-lhe com aquela fleuma do costume: "that was nice, wasn't it?"

Corri para a varanda para não me ouvirem a rir.