04 janeiro 2010

collage




Escolhe de mim tudo o que quiseres meu amor, recorta-me o amor paciente, às vezes desiludido, às vezes esperançador que há tantos anos te dou, recorta-me as horas em que espero em que chegues a casa cansada para aquecer-te com o meu corpo, recorta-me as palavras que te vomito, que te sussurro, que te grito e que ricocheteiam no teu silêncio, recorta-me em pedacinhos pequeninos, em pedaços grandes, combina as cores como tu quiseres, cola-me nesta nova vida que temos e que já nao é igual à vida de antes porque nós já nao somos nós e somos outros, recorta-me, recorta-te, cola-nos num novo quadro, pendura-nos na mesa de cabeceira, em frente ao poliban, em cima da mesa onde todos os dias tomamos o pequeno almoço, queres mais café meu amor? Só nao faças de conta que tudo está igual, que o tempo nao passou por nós, que o nosso amor tudo aguenta porque nao é verdade, nao é verdade, o nosso amor está aos pedaços.  

1 comentário:

a coluna vertebral disse...

Querida Oito, eu usei fita cola. E de longe até nem se nota.