31 julho 2007

Ler para crer

Não sei se agradeça à Siona pela informação se a maldiga por me ter aberto a janela para descobrir a quantidade de gente ignorante, burra e maldosa que existe por aí.
Através do seu post descobri a caixa de comentários do destak, a propósito de uma notícia sobre a mutilação genital feminina na Guiné-bissau. Encontram-se por lá pérolas deste calibre: "Não vejo qualquer inconveniente [na] prática do fanado pois as mulheres mantêm intacta a capacidade de parir.", "A remoção do clitoris não é prejudicial porque não implica que as mulheres não possam ter filhos.", "Acho que a remoção do clítoris tem a vantagem de contribuir para diminuir os casos de adultério por parte das mulheres".

6 comentários:

sete e picos disse...

quando leio semelhantes barbaridades solta-se a besta que há em mim e só os imagino pendurados pelos tomates e fechados numa câmara frigorífica para todo o sempre.

foi dançar a bossa nova disse...

Será que estas pessoas têm, de facto, uma noção exacta do que se fala ao certo ou é só o gosto de ser entrevistado/inquirido e ter opinião sobre tudo, ainda que não se saiba quase nada?
Espero que neste caso não tenham a noção exacta...

manyfaces disse...

Assunto sério. Resposta séria.
Os nossos relativismos culturais dão no que dão. Na Holanda ou em França o assunto é grave. Estas práticas são comuns e quem as pratica não é em norma perseguido (pró-activamente) pela justiça. Atiram-se esses casos para o baú das diferenças culturais. Quando se defende publicamente que isto são casos de polícia há logo um movimento pró-diversidade-de-não-sei-quê que se abespinha (já me aconteceu). O assunto tem a ver com direitos fundamentais e com o que de melhor a sociedade ocidental tem para oferecer a quem queira vir viver connosco: a sua defesa intransigente perante qualquer relativismo da treta... Eu neste assunto não tenho receio de radicalismos: quem quiser importar práticas dessas não é bem vindo (pelo menos em minha casa). E quem as tentar relativizar também não... Se alguém quiser ver isto como uma tentativa de aculturação ou de normalização cultural, pois eu vivo bem com isso... Não vivo nada bem é em saber que o meu vizinho do lado, leitor do Destak, levou a sua mulher de férias para remoção do clitoris e voltou alegremente e impunemente a Portugal já com o serviço feito. A ideia dá-me a volta ao estômago.

sete e picos disse...

(agora já mais calma)Os relativismos culturais apesar de às vezes poderem parecer dúbios não podem passar por cima dos direitos humanos, assinados também pelo Governo da Guiné Bissau. Neste caso o Governo guinense está a incumprir a lei, pois a mutilação é proibida nesse país e deveria julgar quem a pratica. Nenhuma tradição pode ir contra os direitos fundamentais das pessoas. Esse é limite do relativismo

dorean paxorales disse...

Cara sete e picos,

Duvido que conseguisse pendurar algum pelos tomates pois o que os move a pensar desta forma é justamente a falta deles.

Ruiva disse...

Qual tomates qual quê... Que tal cortar a genitália na totalidade a esses energúmenos ignorantes? Poque afinal, para fazer xixi, basta um buraquinho...